Nathan Brown é um dos muitos CIOs com experiência em diferentes setores, comércio, governo, organizações sem fins lucrativos, etc. Hoje está em uma posição de liderança de TI na Care.com depois de recentemente ter deixado o papel de diretor sênior de TI  da Year Up, empresa de recrutamento de profissionais de TI, e foi anteriormente CIO da Harvard Law School.
Independentemente do setor para o qual está contratando, Nathan tem seis regras que segue à risca na construção de uma nova equipe.
1. Não contratar por desespero.
2. Nunca ignorar uma bandeira vermelha.
3. Ajustar questões de personalidade.
4. Conjuntos de habilidades são, por vezes, menos importantes.
5. Envolver os líderes de equipe no processo.
6. Entrevistar todas as possíveis contratações internas antes de fazer uma oferta, mesmo que o profissional interno não se reporte diretamente a você.
Esta semana, Nathan Brown respondeu três perguntas feitas pela equipe da CIO americana sobre sua fórmula para não errar na contratação de pessoal.
CIO – O que você aprendeu sobre contratação de profissionais, trabalhando para organizações sem fins lucrativos? Para muitos, a contratação de posições para organizações sem fins lucrativos não é muito diferente da contratação para empresas que correrem atrás do lucro. No entanto, geralmente os salários oferecidos são menores e não há opções de ações. Devido a isso, foco em buscar pessoas apaixonadas por uma missão ou as pessoas que têm o objetivo de usar a posição como um trampolim.
Também sou cuidadoso para não exagerar na exigência de habilidades. Olho para as pessoas que podem crescer na função.  Se o candidato não objetiva crescer e superar desafios, então ele provavelmente não tem a motivação que estou procurando.
Há vários anos entrevistei um profissional claramente inteligente, motivado, animado sobre a empresa e o papel que desempenharia, e que adorava tecnologia. Ele também aparentava ter a personalidade certa para a equipe. Infelizmente, uma vez que ele estava procurando por uma mudança de carreira, tinha experiência extremamente limitada com a tecnologia na qual a empresa já havia investido. Calculei o risco e o contratei assim mesmo. Ele se tornou um profissional muito forte para a equipe e mais tarde passou a ser um gerente de TI em outras empresas. Esta estratégia claramente não funciona para todas as funções. O desenvolvimento de aplicações, obviamente, exige uma grande dose de experiência.
CIO – O que é mais importante, as habilidades técnicas ou estilo interpessoal? Mais importante que a tecnologia é a personalidade do profissional, que pode destruir a equipe. Ando longe de qualquer bandeira vermelha, mesmo que pequena. Bandeiras vermelhas em uma entrevista acabam ficando muito maiores uma vez o profissional contratado. Incluir uma peça mal encaixada em uma equipe para a qual você está procurando o ajuste certo é ter a certeza de que algo dará errado. Se você tem o time certo, eles preferem esperar do que correrem o risco de você contratar a pessoa errada. Uma equipe que realmente gosta de trabalhar em conjunto é altamente produtiva.
CIO – CIOs lidam com entrevistas de forma diferente. Que estilo você considera mais eficaz? Eu sempre começo com uma entrevista por telefone. Você pode pré-selecionar as pessoas que entrevistará em um encontro presencial. Aqui estão algumas coisas que eu procuro observar durante essa primeira entrevista:
1. Os profissionais estão dispostos a me ouvir. Se não estiverem, talvez não estejam entusiasmados com a oportunidade que posso oferecer. 2. Que tratamento terei? Já entrevistei profissionais que me chamavam de  “cara” o tempo todo. 3. Eles interagem bem por telefone?
Começo todas as entrevistas de forma semelhante, mas mudo as perguntas rapidamente com base no que ouço. Por exemplo, se alguém parece nervoso, eu posso  cutucar isso para ver se é apenas uma situação pontual, provocada pela entrevista ou algum traço de personalidade que possa sobressair em uma situação de TI desconfortável. Observar como as pessoas lidam com uma entrevista dá uma visão sobre como lidam com situações estressantes. No entanto, geralmente tendo a ser um entrevistador casual. Quero que eles relaxem para que eu possa conhecer melhor quem realmente são.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br

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